sabe aquelas pessoas que deixam as coisas acontecerem, sem muitas neuras e preocupações? então. não sou uma delas. nem sei ser assim. ah, bem que eu queria, viu?
mas eu sou aquele tipo que vive correndo, fazendo acontecer, ou fingindo que estou fazendo acontecer porque isso é o que esperam de mim, que eu esteja batalhando e correndo atrás de tudo o tempo todo. cansa, mesmo quando estou só fingindo.
quando estou fazendo MESMO algo acontecer, cansa pelo óbvio - dá trabalho. quando estou fingindo, cansa porque me sinto uma... uma... fraude. isso, fraude. e fica aquele cagaço de alguém perceber que eu não tô fazendo porcaria nenhuma além de jogar campo minado e orkutar, mas mesmo assim eu continuo lá, fazendo carinha de conteúdo e agindo como se de cada teclada minha dependesse o resto da humanidade.
a partir disso, existem duas conclusões:
1) estou me sentindo meio álvaro de campos, esses dias, porque, na real? ninguém depende de mim pra porcaria nenhuma. sem mim, há de correr tudo sem mim, só isso. diferença n e n h u m a para a humanidade. terríííííível isso.
2) eu sofro. porque aquilo que eu quero que depende de mim, eu vou atrás e faço acontecer. e, se não vou ou se não dá certo, não posso culpar a ninguém além de mim. e eu posso conviver com isso. mas nem tudo depende de mim, e quando aquilo que não depende de mim não acontece do jeito que eu quero ou simplesmente não acontece, aí ferra comigo de vez. porque eu não acho certo culpar alguém porque aquilo que EU queria, que eu nem sei se também era a vontade da outra pessoa, não deu certo. mesmo que muitas vezes eu culpe, brigue e esperneie, não acho certo. e aí a frustração é muito, muito maior.
bom... tudo isso pra dizer que eu ando tentando seguir a filosofia zeca pagodinho de viver
deixa a vida me levar, vida leva eu...
tô tentando com direito a erro gramatical e tudo, mas, quer saber? tá foda, viu.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Atonement
Ou Desejo e reparação. Nunca consigo lembrar do nome em português, ingrível. Acaba me lemdrando de Razão e sensibilidade, Orgulho e Preconceito... ficou bem Jane Austen esse título, né não?
Bem, o filme. Bom, muito bom. A loirinha com o nome estranho é das pessoas mais sem noção que já se viu no mundo. Quando ela começa a ser menos sem noção, ela descobre que é tarde demais.
Quantas vezes a gente já não se sentiu assim, hein? Faz uma burrada atrás de outra, achando que está com toda a verdade do mundo do seu lado. Quando percebe... tarde demais para consertar. Para dizer a verdade, no cinema senti uma certa repulsa por ela, principalmente por ela velha. Mas, agora, escrevendo essas coisas... coitada! Assim, em termos. Claro que ela era uma pirralhinha bem intrometida. Mas o peso, a culpa que ela carregou consigo durante a vida toda, por causa duma estupidez de criança!
Sei bem o que é ser julgada feito gente grande por atos bobos, impensados, que a gente não entende quando se tem 11, 12, 13 anos. Fiquei 5 anos sem meu pai por causa dum desses, e por causa de teimosia e cabeça-dura e imaturidade. O pior? Aos 11, 12, 13 anos a gente pensa que sabe o que está fazendo... ai.
Bem, o filme. Bom, muito bom. A loirinha com o nome estranho é das pessoas mais sem noção que já se viu no mundo. Quando ela começa a ser menos sem noção, ela descobre que é tarde demais.
Quantas vezes a gente já não se sentiu assim, hein? Faz uma burrada atrás de outra, achando que está com toda a verdade do mundo do seu lado. Quando percebe... tarde demais para consertar. Para dizer a verdade, no cinema senti uma certa repulsa por ela, principalmente por ela velha. Mas, agora, escrevendo essas coisas... coitada! Assim, em termos. Claro que ela era uma pirralhinha bem intrometida. Mas o peso, a culpa que ela carregou consigo durante a vida toda, por causa duma estupidez de criança!
Sei bem o que é ser julgada feito gente grande por atos bobos, impensados, que a gente não entende quando se tem 11, 12, 13 anos. Fiquei 5 anos sem meu pai por causa dum desses, e por causa de teimosia e cabeça-dura e imaturidade. O pior? Aos 11, 12, 13 anos a gente pensa que sabe o que está fazendo... ai.
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