Então é assim. Eu tenho um miniconto. Queria que alguém lesse e desse uma opinião, mas morro de vergonha de mostrar pra outras pessoas. Então se por algum acaso da natureza alguém vier parar aqui, deixa um comentariozinho? Obrigada. Aí vai:
Sincronicidade
Sabe aquele casal perfeito? Eram eles. Foi numa dessas festas de amigos que se conheceram, sete longos e maravilhosos anos antes. Papo vai, papo vem... era tudo perfeito. Mesmos projetos, mesmos gostos, tudo combinava, tudo muito rápido. Logo estavam namorando, morando juntos, sendo felizes – os sete anos mais felizes já vividos até então. O bebê que estava a caminho, e embora inesperado, era apenas a coroação daquele amor tão grande. Desde que soubera da novidade, ele tinha se tornado ainda mais atencioso com ela. Satisfazia todas as suas vontades, até mesmo as mais ridículas e fora de época. Ficava com a mão em sua barriga, beijava, conversava com o bebê dentro dela. Às vezes brigavam, claro. Mas nunca durava muito.
Agora, ela estava lá, sozinha. Ele tinha viajado - alguma coisa urgente do trabalho, nem tinha dado tempo de ele explicar tudo direitinho. Ele não queria ir, a gravidez avançada.. queria estar com ela quando a criança nascesse. E, claro, o bebê resolveu nascer com o pai longe. Ele pegou a estrada para voltar assim que teve a notícia - queria estar com ela nesse momento mais do que qualquer outra coisa no mundo. O parto se complicou um pouco, e se tornou perigoso para mãe e filho. A volta dele também estava difícil – muitos carros na estrada, e o motorista da frente... parecia ter algo errado com ele. O bebê nasceu - lindo, forte, saudável. O carro da frente perdeu o controle, não havia muito a ser feito. Ele se viu envolvido na batida. Não havia como alguém sobreviver em um acidente como aquele. E ela, como se pressentisse, foi encontrá-lo.

3 comentários:
Nossa! Tão sublime quanto trágico. Rs.
Mas muito bom. Parabéns, "tia". Rs.
Ai, fala sério. Tia?
Thanks, anyway
Pode até parecer que não, mas o final foi feliz.
Esses sim viveram felizes para sempre.
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