quarta-feira, 9 de abril de 2008

Enquanto uns e outros por aí morrem de tanto blogar (saiu no Times de hoje), eu resolvo (re)começar. Maravilhaê? Maravilhaqui.

Então é assim. Eu tenho um miniconto. Queria que alguém lesse e desse uma opinião, mas morro de vergonha de mostrar pra outras pessoas. Então se por algum acaso da natureza alguém vier parar aqui, deixa um comentariozinho? Obrigada. Aí vai:

Sincronicidade

Sabe aquele casal perfeito? Eram eles. Foi numa dessas festas de amigos que se conheceram, sete longos e maravilhosos anos antes. Papo vai, papo vem... era tudo perfeito. Mesmos projetos, mesmos gostos, tudo combinava, tudo muito rápido. Logo estavam namorando, morando juntos, sendo felizes – os sete anos mais felizes já vividos até então. O bebê que estava a caminho, e embora inesperado, era apenas a coroação daquele amor tão grande. Desde que soubera da novidade, ele tinha se tornado ainda mais atencioso com ela. Satisfazia todas as suas vontades, até mesmo as mais ridículas e fora de época. Ficava com a mão em sua barriga, beijava, conversava com o bebê dentro dela. Às vezes brigavam, claro. Mas nunca durava muito.

Agora, ela estava lá, sozinha. Ele tinha viajado - alguma coisa urgente do trabalho, nem tinha dado tempo de ele explicar tudo direitinho. Ele não queria ir, a gravidez avançada.. queria estar com ela quando a criança nascesse. E, claro, o bebê resolveu nascer com o pai longe. Ele pegou a estrada para voltar assim que teve a notícia - queria estar com ela nesse momento mais do que qualquer outra coisa no mundo. O parto se complicou um pouco, e se tornou perigoso para mãe e filho. A volta dele também estava difícil – muitos carros na estrada, e o motorista da frente... parecia ter algo errado com ele. O bebê nasceu - lindo, forte, saudável. O carro da frente perdeu o controle, não havia muito a ser feito. Ele se viu envolvido na batida. Não havia como alguém sobreviver em um acidente como aquele. E ela, como se pressentisse, foi encontrá-lo.

3 comentários:

Ândi disse...

Nossa! Tão sublime quanto trágico. Rs.

Mas muito bom. Parabéns, "tia". Rs.

Kelli Semolini disse...

Ai, fala sério. Tia?

Thanks, anyway

Diego disse...

Pode até parecer que não, mas o final foi feliz.

Esses sim viveram felizes para sempre.